segunda-feira, 10 de agosto de 2015

SERÁ POSSÍVEL TER ESPERANÇA EM MEIO A ESTA CRISE?


Infelizmente, o nosso país atravessa momentos delicados e preocupantes. A atual crise tem tirado o sono de muita gente. Que tipo de crise? Talvez alguém questione. Trata-se de uma conjuntura perigosa que atinge a sociedade em diversos aspectos:

1º Aspecto Político — Poucos ainda acreditam nos políticos brasileiros e em suas promessas vazias. Um exemplo recente foi de uma candidata ao governo federal que, durante a campanha, prometeu determinadas medidas e, ao assumir, fez exatamente o contrário. A população está cansada de líderes que mais atrapalham do que ajudam. Talvez precisem visitar países como a Suécia para compreender melhor o seu verdadeiro papel em uma sociedade democrática, que busca oferecer qualidade de vida para todos, sem exceção.

Mais grave do que a própria crise política é a dificuldade de identificar novas lideranças, nas esferas federal, estadual e municipal que transmitam confiança e esperança de dias melhores. Há uma necessidade urgente de líderes com princípios morais, capacidade técnica e verdadeiro patriotismo, que não ajam por interesses próprios ou escusos, mas que sejam altruístas e comprometidos com o bem comum.

2º Aspecto Econômico — O fantasma da inflação, vivido por longos anos no passado, começa a ressurgir, dificultando a vida de todos. Não é preciso grande conhecimento para perceber onde políticas assistencialistas irresponsáveis poderiam nos levar. Alguém precisa produzir e sustentar este país, mas o peso recai cada vez mais sobre a classe média, que arca com impostos crescentes.

Além disso, a má gestão pública contribuiu significativamente para esse cenário. O mais preocupante é a ausência de responsabilidade: erros não são assumidos, e justificativas são frequentemente atribuídas a fatores externos, como condições climáticas, para explicar aumentos expressivos em serviços essenciais.

3º Aspecto Social — Programas assistenciais têm sido implementados, muitas vezes, sem o devido controle, incentivando a dependência e a improdutividade. Em vez de promover conscientização e planejamento, acabam reforçando ciclos de vulnerabilidade.

Uma assistência social eficaz não se limita a oferecer auxílio financeiro, mas deve proporcionar qualificação, oportunidades de trabalho digno, acesso à saúde e educação de qualidade. Somente assim é possível promover verdadeira transformação social.

4º Aspecto Comportamental — Ser honesto no Brasil tem se tornado um desafio cada vez maior. A corrupção se infiltrou em diversos setores da sociedade, e valores como moral e bons costumes são frequentemente tratados como ultrapassados.

O problema, em grande parte, está ligado à formação do caráter. Famílias, que antes desempenhavam papel essencial na formação de cidadãos, têm sido fragilizadas. Embora o país seja rico em recursos, não se sabe até quando essa riqueza resistirá diante de tanta corrupção, especialmente considerando que grande parte dela provém de fontes esgotáveis.

O problema social tem origem, em muitos casos, dentro dos lares. A família, base da sociedade, vem sendo enfraquecida. Paralelamente, a influência da mídia contribui, em diversos aspectos, para a desconstrução de valores éticos e morais, impactando diretamente o cotidiano das pessoas.

A violência cresce diariamente, e muitos crimes estão ligados ao narcotráfico. No entanto, reduzir o problema apenas aos traficantes é simplificar uma realidade complexa. O consumo de drogas, lícitas e ilícitas, atravessa todas as classes sociais, inclusive entre pessoas em posições de destaque. Trata-se, portanto, também de uma questão de saúde pública, e não apenas de segurança.

Diante desse cenário, se olharmos apenas com uma perspectiva humana, é fácil cair no desânimo. Muitos afirmam: “não há solução, não há esperança”. Mas será mesmo?

Existem três tipos de visão: a pessimista, que sempre espera o pior; a realista, que analisa os fatos com base na razão; e a otimista, que enxerga além do visível. Esta última não ignora a realidade, mas é guiada pela fé e pela esperança, sendo capaz de visualizar não apenas o presente, mas o futuro.

Um mesmo indivíduo pode desenvolver essas três visões, dependendo de como alimenta sua mente.

O profeta Jeremias viveu em um período de profundas crises e registrou suas lamentações. Em certos momentos, demonstrou uma visão pessimista; em outros, uma percepção realista da situação. Contudo, houve um ponto decisivo em que ele confrontou sua própria mente e declarou: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21).

A partir disso, passou a recordar o poder de Deus, o Todo-Poderoso, aquele que realiza o impossível. Com sua mente fortalecida por essas verdades, Jeremias desenvolveu uma visão de esperança, confiando que Deus é capaz de transformar qualquer realidade.

Assim também deve ser conosco. Nossa esperança não pode estar fundamentada em soluções humanas, mas em Deus, que tem poder para transformar o caos em ordem, a tristeza em alegria e o desespero em esperança.

Portanto, alimentemos continuamente a nossa mente com a Palavra de Deus, pois a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Cristo (Rm 10.17). Assim, seremos capazes de enxergar além da crise e contemplar a vitória, ainda que ela se complete plenamente na eternidade.

Jesus é a nossa verdadeira esperança.

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 

6 comentários:

  1. Estou sempre aqui no Blog lendo os posts espero que continue comesse projeto pois tenho certeza que falará muito aos leitores que aqui passarem .
    Abracos

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  2. A ideia é realmente esta, poder contribuir de alguma forma para edificação de vidas

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