sábado, 11 de julho de 2015

ONDE ENCONTRAR A IGREJA PERFEITA?


Primeiramente, gostaria de esclarecer o verdadeiro significado da palavra “igreja”. No Brasil, costumamos defini-la de forma equivocada por desconhecermos sua origem, baseando-nos apenas em costumes e tradições. É comum ouvirmos de religiosos a expressão: “Eu vou à igreja hoje”. No entanto, o termo correto seria: “Eu vou ao templo”.

A palavra grega no Novo Testamento para igreja é ekklesia, que significa “uma assembleia de chamados para fora” ou “comunidade dos santos” (At 11.22; 1 Co 14.19; Rm 16.5). Não devemos confundir a construção física com a instituição espiritual. Os templos são erguidos para reunir a igreja, esta sim, definida como um grupo de pessoas que buscam adorar a Deus e servi-lo com seus dons.

A Busca pela Perfeição Inexistente

Muitos vivem perambulando de templo em templo à procura de uma igreja perfeita. Tenho uma notícia realista: vocês jamais a encontrarão, pois não existem pessoas perfeitas. A diferença de um cristão autêntico é que ele não vive dominado pelo pecado (1 Jo 3.9). Para o servo de Deus, o pecado é um "acidente de percurso"; ele não sente mais prazer no erro e, ao falhar, é constrangido pelo Espírito Santo ao arrependimento.

Deus está sempre pronto a perdoar “setenta vezes sete” (Mt 18.22). Esta figura de linguagem usada por Jesus ensina que não há limites para o perdão. Se devemos perdoar assim ao próximo, imaginemos o tamanho da misericórdia de Deus para conosco. O apóstolo Paulo, o maior evangelista de todos os tempos, afirmou que seu alvo era a perfeição, mas reconhecia que ainda não a havia alcançado (Fl 3.12-15). Se nem ele a atingiu, por que exigimos perfeição no outro se temos consciência de que nós mesmos não somos perfeitos?

Critérios para Escolher onde Congregar

Se não existe igreja perfeita, significa que podemos escolher qualquer uma? De forma alguma. O fato de não haver perfeição não nos isenta de fazer uma avaliação profunda. Aqui estão três critérios essenciais:

  1. Busca e Discernimento: Ore insistentemente pedindo orientação ao Senhor (Jr 33.3). Isso exige aniquilar o "eu", abdicando de preconceitos e tradições humanas. Muitas vezes buscamos uma igreja que atenda às nossas necessidades, quando deveríamos buscar a vontade de Deus.
  2. Liderança com Chamado: Identifique se o líder possui realmente um chamado ministerial (Jr 3.15). Um ministro deve amar, cuidar das ovelhas e alimentá-las com alimento sólido. Além disso, a formação teológica é essencial para dar suporte ao exercício do ministério; afinal, como ensinará as Escrituras se não as conhecer profundamente?
  3. Regra de Fé e Prática: Observe se a igreja pauta-se estritamente na Bíblia Sagrada (2 Tm 3.14-17). É preciso distinguir Doutrina (fundamentada na Bíblia) de Usos e Costumes (tradições humanas, como vestimentas ou liturgia). O único padrão bíblico para o vestir é a decência. Procure a comunidade que mais se aproxime das Escrituras, entendendo que divergências teológicas menores, que não comprometem a salvação, sempre existiram.

Uma Experiência Pessoal

Há algum tempo, ao decidir servir a Deus, quase me confundi com tantas opiniões divergentes. Decidi, então, parar de consultar apenas pessoas e passei a ler a Bíblia sistematicamente, do Novo ao Antigo Testamento, rogando por entendimento. Ao terminar, minhas maiores dúvidas haviam sumido. Pude compreender o plano de salvação, que é o ponto crucial das Escrituras.

Conclusão

Sentir-se bem em uma igreja é importante, mas não é o fator principal. De nada adianta o bem-estar passageiro se o ensinamento for falso. Além disso, a postura de quem congrega deve ser cristã. Aqueles que permanecem em uma comunidade apenas para causar divisões e rebeldia agem contra a obra do Senhor.

Se você está insatisfeito ou desigrejado, lembre-se: a igreja perfeita não existe, mas o compromisso com os critérios bíblicos é crucial para o seu desenvolvimento espiritual. Esteja pronto para o arrebatamento, que se aproxima. Como diz a carta aos Hebreus: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns... tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima" (Hb 10.25).

Soli Deo Gloria! 

Juvenal Oliveira

 

sábado, 27 de junho de 2015

JOIO, EEEEEEEU?

É frustrante observar alguém que luta por um objetivo a vida inteira, empenhando toda a sua energia e abdicando de tantas coisas, ser pego de surpresa e não alcançar o seu alvo. Para ilustrar essa realidade, utilizo a frase popular: “Nadar, nadar e morrer na praia”.

A verdadeira igreja de Cristo é invisível aos olhos humanos. Embora creiamos que a confissão de Cristo como Senhor e o arrependimento sincero sejam suficientes para a salvação, só podemos ter certeza de nossa própria condição diante de Deus. Ninguém pode atestar a salvação alheia. Exercer cargos de destaque ou congregar por anos a fio não são garantias de morada no céu, pois o homem vê o exterior, mas Deus vê o coração e a autenticidade de nossos atos.

A Bíblia afirma que conhecemos a árvore pelos seus frutos (Mt 7.16-23). Uma árvore ruim, por mais vistosa que seja e por melhor que seja a sua sombra, será identificada por seus frutos podres e inservíveis. Este é o parâmetro que as Escrituras nos revelam para que tenhamos uma ideia de quem somos, embora a conclusão definitiva pertença somente a Deus.

No Evangelho de Mateus (Cap. 13.24), o Mestre narra a Parábola do Joio e do Trigo. O trigo é fundamental para a alimentação mundial, contribuindo para uma sociedade saudável, uma verdadeira bênção divina. Já o joio (ou cizânia) é uma erva daninha morfologicamente idêntica ao trigo, sendo frequentemente chamado de “falso trigo”. Ele costuma ser infectado por fungos produtores de toxinas que podem causar embriaguez.

Jesus ensina que o joio cresce junto ao trigo e ambos são tão parecidos que só serão plenamente identificados na colheita. Isso ilustra que nem todos que se dizem cristãos o são verdadeiramente (Mt 7.21). Eles convivem lado a lado, mas no julgamento final serão separados: um para o gozo eterno e o outro para o fogo eterno.

Se fizermos essa pergunta em público, a resposta será unânime: todos dirão ser trigo. No entanto, a Bíblia nos convida a fechar os olhos externos, parar de julgar o próximo e realizar um autoexame profundo. Não devemos considerar o tempo de igreja ou os cargos ocupados, mas sim a totalidade dos nossos frutos.

Infelizmente, mesmo sendo minoria, o joio existe no meio da igreja. São pessoas que manifestam:

·         Egoísmo e Inveja: Querem tudo do seu jeito e se alegram com o tropeço do irmão.

·         Maledicência: Fofocas que destroem vidas e "orações contrárias" que pedem o mal do próximo.

·         Desprezo pelo Evangelho: Pecam descaradamente, preocupando-se apenas com a imagem perante o pastor, sem temor a Deus ou zelo pelas almas perdidas.

·         Linguagem Profana: Utilizam palavreado de baixo calão e termos obscenos (Ef 5.3-21).

·         Insubmissão: Detestam submeter-se a autoridades, ignorando que a rebeldia é comparada ao pecado de feitiçaria (1 Sm 15.23).

·         Imoralidade: Praticam relações sexuais ilícitas e banalizam o matrimônio (1 Co 6.9-10).

Embora a parábola sugira que o joio e o trigo permanecem em sua natureza até o fim, a Bíblia, em seu contexto amplo, nos mostra que Deus é o Deus das segundas chances. A história do povo de Israel é marcada por erros e retornos. "Arrependei-vos" sempre foi a palavra-chave do Evangelho.

O joio traz prejuízos imensos à comunidade pelo mau testemunho, mas o maior prejudicado é o próprio "joio", devido à condenação final. Se ao ler este texto você identificou características do joio em sua vida, este é o tempo de mudar sua trajetória. Não corra o risco de privar-se dos prazeres do mundo sem, contudo, obter a salvação da alma, que deve ser o nosso maior objetivo.

Portanto, o Senhor Jesus deseja que "nademos" com vigor, empregando nossa energia no caminho correto, para que ao final alcancemos o porto seguro. Que sejamos reconhecidos não como joio, mas como trigo, desfrutando da eternidade com o nosso Pai Celeste. Decida hoje ser uma bênção, pois foi para isso que Deus o chamou.

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 

domingo, 21 de junho de 2015

SÓ HA UM CAMINHO...









Só ha um caminho a ser seguido...
(É o caminho planejado pela LUZ)
Onde cada dor... cada gemido,
Ecoava no coração de Jesus.
O corpo enfraquecido... macerado...
Sobre os ombros o pesado madeiro,
Onde nossos pecados foram lavados,
Com o Sangue Divino do Cordeiro.
Seguidas horas de Fel... de Agonias,
De blasfêmias... de desdéns... de heresias...
Sobre quem à Salvação nos conduz...
ELE é o ÚNICO CAMINHO a ser seguido,
(E que jamais deve ser esquecido)
Cristo, o Rei, glorificado na Cruz.
(LOUVOR E GLÓRIAS AO REI.)


(Claudomiro A.A.)

sábado, 20 de junho de 2015

O QUE É ISTO?

O que é isto? Foi a pergunta feita pelo povo de Israel quando se depararam logo pela manhã com bolinhas brancas que cobriam o chão daquele imenso deserto.  A tradução desta expressão utilizada pelos israelitas é “MANÁ”, o pão que descia do céu para saciar-lhes a fome.

Eles pensavam que sairiam do Egito e que logo chegariam à terra prometida, “terra que mana leite e mel”, porém havia um deserto no meio do caminho. Muita gente tem conhecimento das características deste local, principalmente quanto à escassez de alimento. De imediato, começaram a reclamar, pois achavam que entrariam logo na terra e temiam que Deus os deixasse perecer ali.

O Egito simboliza o nosso passado sem Cristo, escravizados pelo pecado. Assim como Israel, muitos hoje pensam que entregar a sua vida a Ele e sair de onde estavam significa entrar direto no paraíso, num lugar de imunidade à dor, ao sofrimento, às lutas, ledo engano. Não foi esta a promessa que recebemos do Mestre. Ele disse que também teríamos que passar pelos lugares áridos da vida, pelas aflições do mundo (Jo 16.33).

A promessa do Criador não foi impedir que passassem pelo deserto e, sim, que, mesmo nele, supriria todas as suas necessidades, eu disse todas. Em relação ao alimento, mandou o maná, porém eles deveriam observar alguns parâmetros. Apesar de o Senhor estar disponibilizando o pão do céu, era necessário que saíssem de suas tendas e fossem recolhê-lo. Hoje, o Eterno está sempre pronto a derramar do seu alimento espiritual sobre as nossas vidas, porém temos que tomar a iniciativa de ir à busca dele. Deus, sem nós, continua sendo Deus, mas nós, sem Ele, não somos nada. Se Ele cortar o oxigênio, morreremos em alguns minutos. Muitos querem a bênção, o livramento, as benesses, o alimento, porém não têm a mesma motivação para ir à fonte. Querem que tudo aconteça como num passe de mágica; que venha um anjo com uma bandeja de prata para servi-lo na rede da varanda.

Os mais espertinhos queriam fazer uma reservazinha tática, colhendo maná para os dias subsequentes. Só não contavam com um detalhe, a data de validade do produto era de 24 horas. Isso obrigava o povo a buscar o maná todos os dias enquanto estivessem naquele lugar de sequidão, com a exceção do sábado. Não é diferente hoje, não adianta tentarmos fazer um estoque, lendo muito a Bíblia; orando; jejuando; enfim, fazendo campanhas, apenas por um período de tempo. A nossa busca deve ser diária e constante, como disse Paulo aos Efésios: “… orando em todo o tempo no Espírito…” (Ef 6.18) e, ainda, “não vos embriagueis com o vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito.” (Ef 5.18).  

Yahweh prepararia um alimento ainda mais excelente que o maná, apesar de ele ter cumprido o seu papel de sustentar os israelitas nos quarenta anos de deserto. O evangelista João traz uma narrativa de Jesus discursando para uma grande multidão. Neste discurso, Ele afirma ser o pão da vida e quem fosse até Ele, jamais teria fome e quem cresse nele, jamais teria sede (Jo 6.35). Disse ainda que no passado, o povo comeu o maná e, ainda assim, morreu, mas os que se alimentassem dEle, não apenas seriam sustentados no corpo, aqui na terra, mas na alma e no espírito, vivendo para toda a eternidade.

A pergunta agora não é mais “o que é isto?”, mas “Quem é este?” Este é Jesus de Nazaré, o pão vivo que desceu do céu para nos alimentar e suprir todas as nossas necessidades. Então o busquemos a cada dia de nossas vidas e seremos sustentados por ele até a sua segunda vinda.

 

Soli Deo Glória.


Juvenal Oliveira