Um blog com publicações apologéticas, relacionadas a religião e a fé cristã. Todos os temas fundamentados na Bíblia Sagrada. O propósito principal é trazer edificação para a sua vida espiritual através da propagação das boas novas do evangelho de Cristo Jesus.
terça-feira, 21 de julho de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
ONDE ENCONTRAR A IGREJA PERFEITA?
Primeiramente, gostaria de esclarecer o verdadeiro
significado da palavra “igreja”. No Brasil, costumamos defini-la de
forma equivocada por desconhecermos sua origem, baseando-nos apenas em costumes
e tradições. É comum ouvirmos de religiosos a expressão: “Eu vou à igreja
hoje”. No entanto, o termo correto seria: “Eu vou ao templo”.
A palavra grega no Novo Testamento para igreja é ekklesia,
que significa “uma assembleia de chamados para fora” ou “comunidade dos santos”
(At 11.22; 1 Co 14.19; Rm 16.5). Não devemos confundir a construção física com
a instituição espiritual. Os templos são erguidos para reunir a igreja, esta
sim, definida como um grupo de pessoas que buscam adorar a Deus e servi-lo com
seus dons.
A Busca pela
Perfeição Inexistente
Muitos vivem perambulando de templo em templo à
procura de uma igreja perfeita. Tenho uma notícia realista: vocês jamais a
encontrarão, pois não existem pessoas perfeitas. A diferença de um cristão
autêntico é que ele não vive dominado pelo pecado (1 Jo 3.9). Para o servo de
Deus, o pecado é um "acidente de percurso"; ele não sente mais prazer
no erro e, ao falhar, é constrangido pelo Espírito Santo ao arrependimento.
Deus está sempre pronto a perdoar “setenta vezes
sete” (Mt 18.22). Esta figura de linguagem usada por Jesus ensina que não há
limites para o perdão. Se devemos perdoar assim ao próximo, imaginemos o
tamanho da misericórdia de Deus para conosco. O apóstolo Paulo, o maior
evangelista de todos os tempos, afirmou que seu alvo era a perfeição, mas
reconhecia que ainda não a havia alcançado (Fl 3.12-15). Se nem ele a atingiu,
por que exigimos perfeição no outro se temos consciência de que nós mesmos não
somos perfeitos?
Critérios
para Escolher onde Congregar
Se não existe igreja perfeita, significa que
podemos escolher qualquer uma? De forma alguma. O fato de não haver perfeição
não nos isenta de fazer uma avaliação profunda. Aqui estão três critérios
essenciais:
- Busca e Discernimento: Ore insistentemente pedindo orientação ao
Senhor (Jr 33.3). Isso exige aniquilar o "eu", abdicando de
preconceitos e tradições humanas. Muitas vezes buscamos uma igreja que
atenda às nossas necessidades, quando deveríamos buscar a vontade de Deus.
- Liderança com Chamado: Identifique se o líder possui realmente um
chamado ministerial (Jr 3.15). Um ministro deve amar, cuidar das ovelhas e
alimentá-las com alimento sólido. Além disso, a formação teológica é
essencial para dar suporte ao exercício do ministério; afinal, como
ensinará as Escrituras se não as conhecer profundamente?
- Regra de Fé e Prática: Observe se a igreja pauta-se estritamente na
Bíblia Sagrada (2 Tm 3.14-17). É preciso distinguir Doutrina
(fundamentada na Bíblia) de Usos e Costumes (tradições humanas,
como vestimentas ou liturgia). O único padrão bíblico para o vestir é a
decência. Procure a comunidade que mais se aproxime das Escrituras,
entendendo que divergências teológicas menores, que não comprometem a
salvação, sempre existiram.
Uma
Experiência Pessoal
Há algum tempo, ao decidir servir a Deus, quase me
confundi com tantas opiniões divergentes. Decidi, então, parar de consultar
apenas pessoas e passei a ler a Bíblia sistematicamente, do Novo ao Antigo
Testamento, rogando por entendimento. Ao terminar, minhas maiores dúvidas
haviam sumido. Pude compreender o plano de salvação, que é o ponto crucial das
Escrituras.
Conclusão
Sentir-se bem em uma igreja é importante, mas não é
o fator principal. De nada adianta o bem-estar passageiro se o ensinamento for
falso. Além disso, a postura de quem congrega deve ser cristã. Aqueles que
permanecem em uma comunidade apenas para causar divisões e rebeldia agem contra
a obra do Senhor.
Se você está insatisfeito ou desigrejado,
lembre-se: a igreja perfeita não existe, mas o compromisso com os critérios
bíblicos é crucial para o seu desenvolvimento espiritual. Esteja pronto para o
arrebatamento, que se aproxima. Como diz a carta aos Hebreus: "Não
deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns... tanto mais quanto vedes
que o Dia se aproxima" (Hb 10.25).
Soli Deo Gloria!
Juvenal
Oliveira
segunda-feira, 6 de julho de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
sábado, 27 de junho de 2015
JOIO, EEEEEEEU?
A verdadeira igreja de Cristo é
invisível aos olhos humanos. Embora creiamos que a confissão de Cristo como
Senhor e o arrependimento sincero sejam suficientes para a salvação, só podemos
ter certeza de nossa própria condição diante de Deus. Ninguém pode atestar a
salvação alheia. Exercer cargos de destaque ou congregar por anos a fio não são
garantias de morada no céu, pois o homem vê o exterior, mas Deus vê o coração e
a autenticidade de nossos atos.
A
Bíblia afirma que conhecemos a árvore pelos seus frutos (Mt 7.16-23). Uma
árvore ruim, por mais vistosa que seja e por melhor que seja a sua sombra, será
identificada por seus frutos podres e inservíveis. Este é o parâmetro que as
Escrituras nos revelam para que tenhamos uma ideia de quem somos, embora a
conclusão definitiva pertença somente a Deus.
No Evangelho de Mateus (Cap.
13.24), o Mestre narra a Parábola
do Joio e do Trigo. O trigo é fundamental para a alimentação mundial,
contribuindo para uma sociedade saudável, uma verdadeira bênção divina. Já o
joio (ou cizânia) é uma erva daninha morfologicamente idêntica ao trigo, sendo
frequentemente chamado de “falso trigo”. Ele costuma ser infectado por fungos
produtores de toxinas que podem causar embriaguez.
Jesus ensina que o joio cresce
junto ao trigo e ambos são tão parecidos que só serão plenamente identificados
na colheita. Isso ilustra que nem todos que se dizem cristãos o são
verdadeiramente (Mt 7.21). Eles convivem lado a lado, mas no julgamento final
serão separados: um para o gozo eterno e o outro para o fogo eterno.
Se
fizermos essa pergunta em público, a resposta será unânime: todos dirão ser
trigo. No entanto, a Bíblia nos convida a fechar os olhos externos, parar de
julgar o próximo e realizar um autoexame profundo. Não devemos considerar o
tempo de igreja ou os cargos ocupados, mas sim a totalidade dos nossos frutos.
Infelizmente, mesmo sendo
minoria, o joio existe no meio da igreja. São pessoas que manifestam:
·
Egoísmo
e Inveja:
Querem tudo do seu jeito e se alegram com o tropeço do irmão.
·
Maledicência: Fofocas que destroem vidas e
"orações contrárias" que pedem o mal do próximo.
·
Desprezo
pelo Evangelho:
Pecam descaradamente, preocupando-se apenas com a imagem perante o pastor, sem
temor a Deus ou zelo pelas almas perdidas.
·
Linguagem
Profana:
Utilizam palavreado de baixo calão e termos obscenos (Ef 5.3-21).
·
Insubmissão: Detestam submeter-se a
autoridades, ignorando que a rebeldia é comparada ao pecado de feitiçaria (1 Sm
15.23).
·
Imoralidade: Praticam relações sexuais
ilícitas e banalizam o matrimônio (1 Co 6.9-10).
Embora
a parábola sugira que o joio e o trigo permanecem em sua natureza até o fim, a
Bíblia, em seu contexto amplo, nos mostra que Deus é o Deus das segundas
chances. A história do povo de Israel é marcada por erros e retornos. "Arrependei-vos"
sempre foi a palavra-chave do Evangelho.
O joio traz prejuízos imensos à
comunidade pelo mau testemunho, mas o maior prejudicado é o próprio
"joio", devido à condenação final. Se ao ler este texto você
identificou características do joio em sua vida, este é o tempo de mudar sua
trajetória. Não corra o risco de privar-se dos prazeres do mundo sem, contudo,
obter a salvação da alma, que deve ser o nosso maior objetivo.
Portanto, o Senhor Jesus deseja
que "nademos" com vigor, empregando nossa energia no caminho correto,
para que ao final alcancemos o porto seguro. Que sejamos reconhecidos não como
joio, mas como trigo, desfrutando da eternidade com o nosso Pai Celeste. Decida
hoje ser uma bênção, pois foi para isso que Deus o chamou.
Soli
Deo Gloria!
Juvenal
Oliveira
domingo, 21 de junho de 2015
SÓ HA UM CAMINHO...
Só ha um caminho a ser seguido...
(É o caminho planejado pela LUZ)
Onde cada dor... cada gemido,
Ecoava no coração de Jesus.
Sobre os ombros o pesado madeiro,
Onde nossos pecados foram lavados,
Com o Sangue Divino do Cordeiro.
De blasfêmias... de desdéns... de heresias...
Sobre quem à Salvação nos conduz...
(E que jamais deve ser esquecido)
Cristo, o Rei, glorificado na Cruz.
(Claudomiro A.A.)
sábado, 20 de junho de 2015
O QUE É ISTO?
Eles
pensavam que sairiam do Egito e que logo chegariam à terra prometida, “terra
que mana leite e mel”, porém havia um deserto no meio do caminho. Muita gente
tem conhecimento das características deste local, principalmente quanto à
escassez de alimento. De imediato, começaram a reclamar, pois achavam que
entrariam logo na terra e temiam que Deus os deixasse perecer ali.
O
Egito simboliza o nosso passado sem Cristo, escravizados pelo pecado. Assim
como Israel, muitos hoje pensam que entregar a sua vida a Ele e sair de onde
estavam significa entrar direto no paraíso, num lugar de imunidade à dor, ao
sofrimento, às lutas, ledo engano. Não foi esta a promessa que recebemos do
Mestre. Ele disse que também teríamos que passar pelos lugares áridos da vida,
pelas aflições do mundo (Jo 16.33).
A
promessa do Criador não foi impedir que passassem pelo deserto e, sim, que,
mesmo nele, supriria todas as suas necessidades, eu disse todas. Em relação ao
alimento, mandou o maná, porém eles deveriam observar alguns parâmetros. Apesar
de o Senhor estar disponibilizando o pão do céu, era necessário que saíssem de
suas tendas e fossem recolhê-lo. Hoje, o Eterno está sempre pronto a derramar
do seu alimento espiritual sobre as nossas vidas, porém temos que tomar a
iniciativa de ir à busca dele. Deus, sem nós, continua sendo Deus, mas nós, sem
Ele, não somos nada. Se Ele cortar o oxigênio, morreremos em alguns minutos.
Muitos querem a bênção, o livramento, as benesses, o alimento, porém não têm a
mesma motivação para ir à fonte. Querem que tudo aconteça como num passe de
mágica; que venha um anjo com uma bandeja de prata para servi-lo na rede da
varanda.
Os
mais espertinhos queriam fazer uma reservazinha tática, colhendo maná para os
dias subsequentes. Só não contavam com um detalhe, a data de validade do
produto era de 24 horas. Isso obrigava o povo a buscar o maná todos os dias
enquanto estivessem naquele lugar de sequidão, com a exceção do sábado. Não é
diferente hoje, não adianta tentarmos fazer um estoque, lendo muito a Bíblia;
orando; jejuando; enfim, fazendo campanhas, apenas por um período de tempo. A
nossa busca deve ser diária e constante, como disse Paulo aos Efésios: “…
orando em todo o tempo no Espírito…” (Ef 6.18) e, ainda, “não vos embriagueis com
o vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito.” (Ef 5.18).
Yahweh prepararia
um alimento ainda mais excelente que o maná, apesar de ele ter cumprido o seu
papel de sustentar os israelitas nos quarenta anos de deserto. O evangelista João
traz uma narrativa de Jesus discursando para uma grande multidão. Neste
discurso, Ele afirma ser o pão da vida e quem fosse até Ele, jamais teria
fome e quem cresse nele, jamais teria sede (Jo 6.35). Disse ainda que no
passado, o povo comeu o maná e, ainda assim, morreu, mas os que se alimentassem
dEle, não apenas seriam sustentados no corpo, aqui na terra, mas na alma e no
espírito, vivendo para toda a eternidade.
A
pergunta agora não é mais “o que é isto?”, mas “Quem é este?” Este é Jesus de
Nazaré, o pão vivo que desceu do céu para nos alimentar e suprir todas as
nossas necessidades. Então o busquemos a cada dia de nossas vidas e seremos
sustentados por ele até a sua segunda vinda.
Soli
Deo Glória.
Juvenal Oliveira




