sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

SAIBA QUE OS “PORÉNS” SÃO NECESSÁRIOS A VIDA DOS MORTAIS




Classificada como conjunção coordenativa adversativa, a palavra “porém” é utilizada no início ou encerramento de uma oração e que, dentre outros significados, expressa uma oposição ou restringe o que foi dito anteriormente. É neste contexto que ela será empregada nesta breve meditação.

O mundo vive constantemente à procura de seus super-heróis, pessoas acima da média, com poderes sobrenaturais, capazes de resolverem o problema das grandes multidões. Prova desta tese são os inúmeros filmes nesta categoria que superlotam os cinemas e batem recordes de bilheteria em todo o mundo. Este público, não satisfeito com o término da fantasia contemplada, continua no seu cotidiano a busca de seu herói.

Serão citados alguns exemplos de pessoas que tiveram seus poderes restringidos pelos “poréns” da vida. A Bíblia narra a história de um homem chamado Naamã da seguinte forma:

“E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.” (2 Reis 5.1).

O apóstolo Paulo foi considerado o maior evangelista de todos os tempos, contribuiu sobremaneira para a expansão do evangelho de Cristo por todo o mundo, homem fenomenal, porém lutava contra um obstáculo que ele mesmo o denominara de: “Seu espinho na carne”. Um mensageiro de Satanás para lhe esbofetear, a fim de não se exaltar, enfim, roubando-lhe a encarnação de um suposto super-herói.

Outro homem admirável pela tamanha intimidade que tinha com Deus, chegando ao ponto de orar e pedir para que não chovesse, e durante três anos e meio não caiu chuva; orando pela segunda vez, veio a chuva sobre a terra (Tiago 5.17). Respeitado também pela sua intrepidez, o profeta Elias conseguiu desafiar quatrocentos e cinquenta falsos profetas de sua época e vencê-los num só dia, porém fugiu diante da ameaça da esposa de um rei e se escondeu na caverna pedindo a morte.

Poderia citar ainda outros inúmeros exemplos de homens, inclusive fora das narrativas bíblicas, que tiveram os seus superpoderes aparentes sendo limitados, trazendo-os para o solo da igualdade, da humanidade, da falibilidade, da total dependência de um ser supremo.

Por conseguinte, os “poréns” são profundamente necessários a toda figura humana a fim de colocá-las no seu devido lugar; impedi-las de criar os seus super-heróis, também conhecidos como ídolos; viverem a todo o momento na total dependência de Jesus, oferecendo-lhe sacrifícios de louvor e adoração, ao único que é pleno, com poder irrestrito; infalível e salvador de todos aqueles que o invocam.

Soli Deo Glória!

Juvenal Oliveira

 



sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

VOCÊ VAI MESMO PAGAR PARA VER?




Não sei quando e nem onde surgiu a expressão “quero pagar para ver”, mas o que sei é que ela tornou-se corriqueira. Toda vez que alguém aceita voluntariamente correr um risco, com ou sem envolvimento de dinheiro, bens, etc.,  simplesmente para confirmar o seu posicionamento acerca de algum assunto pela razão, ela diz: “Eu vou pagar para ver”. Você já utilizou esta expressão em algum momento de sua vida?

No período chamado de pré-história, há mais de 2.200 a.C., existia uma sociedade perversa, má, violenta, sem princípios éticos ou morais. A sua maldade havia multiplicado sobremaneira sobre a face da terra até o ponto de o Criador ter que intervir.  Deus decide destruir toda aquela geração, exceto um homem chamado Noé e a sua família. Ele decide recomeçar. A história se repete e Ele manda o seu filho para resolver o problema. Jesus prepara doze homens para anunciar ao mundo o que os homens deveriam fazer para escaparem desta nova destruição que está por vir.

Ao ser indagado pelos seus discípulos sobre os sinais que haveriam de sinalizar os últimos dias de vida sobre a face da terra, Jesus lhes responde no que chamamos de “o sermão profético”. Jesus narra resumidamente no capítulo 24 de Mateus os terríveis acontecimentos que antecederiam o princípio do fim. Quero destacar um trecho do seu sermão que diz o seguinte: “Pois, como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.” (Mt 24.37–39).

Por que Jesus usa as palavras “comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento”? O que há de errado nisto? Seria pecado fazer isso? Absolutamente, fazer isso não é pecado. Jesus estava querendo dizer que as pessoas estariam tão envolvidas, entretidas, com o mundo físico, que se esqueceriam da realidade do mundo espiritual.

Hoje vemos as pessoas tão envolvidas com a realidade deste mundo, que se esquecem, ou pior ainda, não acreditam na realidade da existência da vida pós-morte. Pessoas extremamente ocupadas com o trabalho; pessoas vivendo a todo momento como se o ter fosse mais importante que o ser; pessoas insaciáveis pelas graduações em busca de mais status, poder, destaque e aplausos.

Não quero inventar nada, somente recorrerei ao que o maior best-seller de todos os tempos, a Bíblia sagrada, afirma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (Jo 3. 16–18).

Se a Bíblia estiver equivocada, o que temos a perder, seguindo as suas orientações, tendo em vista que tudo o que nela está escrito visa o bem-estar dos homens? Entretanto, se ela estiver certa, como eu creio cegamente que sim, e eu e você não atentarmos para o que ela diz, as consequências serão extremamente terríveis. Segundo a Bíblia, não há meio termo, quando partirmos desta vida, o nosso destino será o céu ou o inferno. A escolha é toda nossa, a responsabilidade é individual. O fim está próximo, Jesus está voltando. Será que vale mesmo a pena pagar para ver? Prepare-se!

Soli Deo Glória

Juvenal Oliveira

 



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

MENSAGEM DA VIRADA 2015/16





Nem tudo acontece como a gente quer ou planeja, não é mesmo? E, apesar das labutas, dos problemas e dos desafios, que sempre estão diante de todos nós, a vida é maravilhosa, é magnífica! Como é bom ter chegado a mais um ciclo da vida que nós chamamos de “ano”.

Primeiramente, quero convidar a todos a agradecerem pelo privilégio de, ao colocarmos a mão em nosso peito, ouvirmos o doce som das batidas do nosso coração, bradando haver vida, esperança e muitas outras coisas boas a serem ainda experimentadas. Esta gratidão deve ser direcionada primeiramente ao autor da vida. Aquele que sustenta todo o universo com a destra de suas mãos. O criador de todas as coisas. Aquele que é o responsável direto por tudo o que somos e pelo que temos experimentado neste esplêndido planeta chamado Terra. Aquele que possui inúmeros nomes, mas é normalmente conhecido como Deus, Deus com “D” maiúsculo, significando que Ele é único, independentemente de qualquer religião. Muito obrigado, Deus, pelo dom da vida e por nos permitir viver mais um ano.

O que dizer neste período de transição, em que temos o hábito de fazermos uma retrospectiva de tudo o que aconteceu no ano que se encerra e fazermos planos para o que está por vir? Apesar de considerarmos muito proveitosa a retrospectiva a fim de corrigirmos possíveis erros, nos reestruturarmos, etc., a nossa ênfase maior deve ser na expectativa do novo ano que em breve se iniciará, pois o passado agora é somente história.

Muitos, neste período, costumam fazer um planejamento para se prepararem para este novo tempo. Gostaria de convidar vocês a alicerçá-lo sob a luz de três palavras: FÉ, ESPERANÇA E AMOR.

Diante de um mundo tão concorrido e em meio às atuais crises que acabam atingindo a todos, os nossos projetos devem possuir em seus alicerces a fé, a fim de aumentarmos a possibilidade de obtermos o êxito. A fé transpõe as barreiras das circunstâncias. Agora é importante salientar que esta fé a que me refiro não pode ser confundida com um simples pensamento positivo, ou uma fé direcionada a seres errados. Não pode ser uma fé na fé. Esta fé que tento descrever é uma crença fundamentada nas Escrituras e direcionada exclusivamente àquele que é poderoso para operar infinitamente mais do que tudo aquilo que pedimos ou pensamos, conforme o poder que opera em nós (Efésios 3.20). A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus e aquele que se aproxima Dele, deve crer que Ele existe e que se torna premiador de todos aqueles que o buscam (Hebreus 11.6).

Em segundo lugar, os nossos projetos devem ser regados de esperança. De acordo com o dicionário, o significado desta palavra é o seguinte: é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal; é o ato de se esperar alguma coisa. O que esperaremos em relação a 2016? Será que esperamos ter mais saúde, mais dinheiro, mais oportunidades, mais, mais, mais…?

O Apóstolo Paulo emprega esta palavra “esperança” num contexto muito mais profundo do que esperar alguma coisa do mundo físico. Para ele, significa confiar no caráter de Deus. Esperar confiantemente que os planos de Deus para a humanidade jamais serão frustrados. Paulo afirma que as dificuldades e os desafios daqueles que confiam em Deus produzirão perseverança. Ele diz ainda que esta perseverança produzirá experiência e, então, será gerada a esperança (Romanos 5.3-4). Esperança de que Deus jamais abandonará aqueles que o buscarem com inteireza de coração. Esperança de que, com Deus, o improvável poderá se tornar possível.

A terceira base para um planejamento bem-sucedido é o amor. Muitos já tentaram definir este sentimento tão nobre, porém ninguém conseguiu explicá-lo com tamanha propriedade como o Apóstolo Paulo: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba…” (1 Coríntios 13:1-8).

Portanto, meus amados amigos, o meu desejo é que todos vocês tenham um 2016 cheio de fé, a fim de poderem transpor todos os obstáculos que possam surgir adiante, e tenham triunfo. Seja cheio de esperança, não no homem, mas em Deus fiel para cumprir tudo aquilo que Ele mesmo prometeu. Também seja cheio do amor de Deus a fim de tornar tudo à sua volta mais belo e apreciável. O amor de Deus, sendo derramado em nossos corações, como narrado acima, fará toda a diferença em cada dia a ser vivido neste ano que se aproxima.

Deus abençoe a todos vocês e um feliz 2016.

Juvenal Oliveira e família.

 


domingo, 20 de dezembro de 2015

NATAL: QUAL O SENTIDO PARA VOCÊ?





A reunião para celebrar o aniversário de uma pessoa é algo que faz parte da cultura da humanidade. Quem não gosta de ser lembrado durante um momento tão sublime como esse? Não apenas com o intuito de receber algum tipo de presente, mas para receber amor, carinho, tendo a presença das pessoas que ama ao seu lado.

Quantas festas de aniversário você já não presenciou? Festas com os mais variados temas, formas e estilos. Algumas regadas a comidas e bebidas, já outras mais simples e singelas. Será que existe algo neste tipo de festa que seja imprescindível? Talvez alguém se arrisque a dizer: o bolo e as guloseimas são indispensáveis. Alguns dirão: não, são os convidados. Outros afirmarão: não pode ter festa de aniversário sem os presentes.

Tudo isto é importante numa festa de aniversário, mas só há uma coisa imprescindível para que ela aconteça, a presença do aniversariante. Sem ele, não há razão para ela, para a celebração, para reunir a família e os amigos, para comermos e bebermos ou darmos presentes.

Ninguém sabe ao certo qual o dia exato do nascimento de Jesus, de acordo com os estudiosos da Bíblia, dezembro seria a data menos provável. Entretanto, foi a data acolhida pela humanidade para lembrar e celebrar o seu nascimento, vinte e cinco de dezembro.

Existem nos dias atuais uma enorme multidão equivocada quanto ao verdadeiro sentido para as comemorações referentes a esta data. Para que esta festividade tenha sentido, não basta ter uma mesa farta. Ter a família toda reunida, com pessoas que ficaram o ano inteiro sem demonstrar amor e carinho umas pelas outras e acabam aproveitando esta data para fazê-lo. Não basta haver trocas de presentes, alguns muito caros adquiridos a preço do endividamento do presenteador, para se manter uma tradição. Não basta fazer caridade ofertando aos mais pobres como se eles só vestissem e comessem durante o mês de dezembro.

As celebrações do Natal só terão sentido a partir do momento em que as pessoas reconheçam a presença do aniversariante como algo imprescindível para a realização desta festa. O Papai Noel é uma figura meramente fictícia criada pelos grandes empresários a fim de aquecer o comércio e não tem absolutamente nada a ver com o Natal.

Talvez alguém considere isto impossível devido ao fato de este aniversariante não estar mais em nosso meio em forma corpórea. Todavia, a Bíblia diz que Ele nasceu, morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos, ou seja, Ele está vivo (I Co 15.20). Jesus certa feita afirmou para os seus discípulos que onde estivessem dois ou três reunidos em seu nome, ali Ele estaria presente (Mt 18.20).

Portanto, a comemoração do Natal só terá validade se o aniversariante estiver presente. Lembrando que este aniversariante não está preocupado com o tamanho da festa, com os valores dos presentes, muito menos com o poder aquisitivo, cor, raça, nível sociocultural de seus convidados. O que mais importa para este aniversariante é ver pessoas que o reconheçam como Senhor e Deus, único digno de ser adorado, exaltado. Pessoas que não abrem mão de sua presença. Se você quer presenteá-lo nesta data festiva, saiba que o único presente que o satisfará por inteiro é a entrega total de sua vida a Ele. Tornando-se um instrumento vivo em suas mãos a fim de propagar as boas novas do seu evangelho a todas as pessoas que ainda não o conhecem. Afinal de contas, foi por mim e por você que Ele se entregou, voluntariamente, a morrer numa cruz a fim de reconciliar o homem novamente ao Criador. A Ele seja dada toda honra, toda a glória e todo o louvor pelos séculos dos séculos. Amém.


Um feliz Natal para todos os meus amigos.

 

Juvenal e família.