sábado, 20 de junho de 2015

O QUE É ISTO?



O que é isto? Foi a pergunta feita pelo povo de Israel quando se depararam logo pela manhã com bolinhas brancas que cobriam o chão daquele imenso deserto.  A tradução desta expressão utilizada pelos israelitas é “MANÁ”, o pão que descia do céu para saciar-lhes a fome.

Eles pensavam que sairiam do Egito e que logo chegariam à terra prometida, "terra que mana leite e mel", porém havia um deserto no meio do caminho. Muita gente tem conhecimento das características deste local, principalmente quanto à escassez de alimento. De imediato começaram a reclamar, pois achavam que entrariam de imediato na terra e temiam que Deus os deixasse perecer ali.

O Egito simboliza o nosso passado sem Cristo, escravizados pelo pecado e, assim como Israel, muitos hoje pensam que entregar a sua vida a Cristo e sair de onde estavam, significa entrar direto no paraíso, num lugar de imunidade a dor, ao sofrimento, as lutas, ledo engano. Não foi esta a promessa que recebemos do Mestre. Ele disse que também teríamos que passar pelos lugares áridos da vida, pelas aflições do mundo (Jo. 16.33).

A promessa do Criador não era impedir que passassem pelo deserto e, sim que, mesmo nele, supriria todas as suas necessidades, eu disse todas.  Em relação ao alimento, mandaria o maná, porém eles deveriam observar alguns parâmetros. Apesar de o Senhor estar disponibilizando o pão do céu, era necessário que saíssem de suas tendas e fossem recolhê-lo. Hoje, o Eterno está sempre pronto a derramar do seu alimento espiritual sobre as nossas vidas, porém temos que tomar a iniciativa de ir a busca dele. Deus sem nós continua sendo Deus, mas nós sem Ele, não somos nada, se cortar o oxigênio, morreremos em alguns minutos. Muitos querem a bênção, o livramento, as benesses, o alimento, porém não tem a mesma motivação para ir à fonte. Querem que tudo aconteça como num passe de mágica; que venha um anjo com uma bandeja de prata para servi-lo na rede da varanda.

Os mais espertinhos queriam fazer uma reservazinha tática, colhendo maná para os dias subsequentes, só não contavam com um detalhe, a data de validade do produto era de 24 horas. Isso obrigaria o povo a buscar o maná todos os dias enquanto estivessem naquele lugar de sequidão, com a exceção do sábado. Não é diferente hoje, não adianta tentarmos fazer um estoque, lendo muito a bíblia; orando; jejuando; enfim, fazendo campanhas, apenas por um período de tempo. A nossa busca deve ser diária e constante, como disse Paulo aos Efésios “... orando em todo o tempo no Espírito...” (Ef 6.18) e, ainda “não vos embriagueis com o vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef. 5.18).  

Yahweh haveria de preparar um alimento ainda mais excelente que o maná, apesar dele ter cumprido o seu papel de sustentar os israelitas nos quarenta anos de deserto. O evangelista João trás uma narrativa de Jesus discursando para uma grande multidão. Neste discurso Ele afirma que é o pão da vida e quem fosse até Ele, jamais teria fome e quem cresse nEle, jamais teria sede (Jo. 6.35). Disse ainda que no passado, o povo comeu o maná e, ainda assim morreram, mas os que se alimentassem dEle, não apenas seriam sustentados no corpo, aqui na terra, mas na alma e no espírito, vivendo para toda a eternidade.

A pergunta agora não é mais “o que é isto?”, mas “Quem é este?”. Este é Jesus de Nazaré, o pão vivo que desceu do céu para nos alimentar e suprir todas as nossas necessidades. Então o busquemos a cada dia de nossas vidas e seremos sustentados por ele até a sua segunda vinda.


Soli Deo Glória.



Juvenal M. de Oliveira Netto

3 comentários:

  1. Que Deus continue te abençoando e te capacitando para falar e proclamar o amor dEle às pessoas meu irmão.

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  2. Obrigado meus amados irmãos, é o mínimo que posso fazer, utilizar as redes sociais para anunciar as boas novas do evangelho de Cristo Jesus. Me ajudem neste ministério compartilhando com pessoas que ainda não tiveram uma experiência com Cristo ou estejam fracos na fé. A Deus seja dada toda honra e toda a glória.

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Quem sou eu

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Sou casado com Nilcéia e temos duas lindas filhas. Me alistei no Exército de Cristo a cerca de 24 anos atrás. Desde então meu alvo é agradá-lo em tudo o que faço. Meu maior prazer é anunciar as boas notícias do Senhor Jesus, sendo um profeta (aquele que fala em o nome do Senhor) para esta geração.